Ir para o conteúdo

Alumínio de baixa emissão: nos bastidores do maior desafio de sustentabilidade da Trek

Talvez não fosse surpresa que o primeiro Relatório de Sustentabilidade da Trek tenha revelado algumas duras verdades sobre o negócio. Era exatamente esse o objetivo: medir o impacto para que a empresa pudesse enfrentá-lo de frente.

De certo modo, a má notícia era também uma boa: ela traçava o mapa para começar a mudar. Mas quando os dados foram expostos, organizando e detalhando a escala do impacto da Trek, um fator se destacou: o alumínio.

Custo baixo e leveza fazem do alumínio uma excelente escolha para quadros e componentes, mas a produção de alumínio virgem é de altíssimo consumo energético. Comparado ao aço, o processo de fundição exige temperaturas contínuas mais elevadas, e o impacto ambiental se multiplica quando o alumínio é produzido com energia derivada de combustíveis fósseis.

Mais do que isso: o relatório revelou que o alumínio era, de longe, o maior responsável pelas emissões de gases de efeito estufa tanto da Trek quanto do setor.

Para lá se voltou o foco. 

As equipes da Trek mergulharam fundo na cadeia de suprimentos, levantando perguntas que antes não eram comuns. Como o alumínio de cada componente é produzido? Com que tipo de energia? O que seria necessário para mudar isso? O que a Trek descobriu foi que alumínio de baixa emissão já existia. Só não era a norma. A Trek fez disso o padrão.

A empresa divulgou um normativo chamado Política de Fornecimento Sustentável de Alumínio, que estabelecia com clareza os requisitos a serem atendidos por seus parceiros. Em alguns casos, isso significou deixar os combustíveis fósseis para trás e adotar energia renovável no refino do alumínio. Uma mudança simples, um impacto enorme.

Em 2024, os primeiros quadros de alumínio de baixa emissão da Trek saíram das linhas de produção. Em outubro de 2025, quase todos os quadros de alumínio da Trek já haviam migrado para o novo padrão, reduzindo a pegada ambiental de alguns modelos em até 70%.

O projeto colocou a Trek muito à frente de suas metas de sustentabilidade publicadas e encaminhou a empresa a superá-las com anos de antecedência. Mais importante ainda: abriu um caminho para um setor que há muito tempo considerava impraticável qualquer mudança nesse material. É como uma trilha na floresta: agora que existe, outros podem segui-la.